O que é Sustentável?

24 de março de 2010

Gosto muito de falar sobre arquitetura pois, como designer de interiores, eu simplesmente amo um espaço bem projetado. Mas a arquitetura tem seguido por tantos caminhos e resultado em tantas alternativas diferentes da que aprendi a gostar e respeitar que, às vezes, desanimo…

No entanto, para mostrar que a arquitetura é uma arte das maiores e que houve – e ainda há profissionais – que sabem projetar com maestria, convidei um amigo que compartilha comigo de certos ideais e idéias, e com quem já conversei um bocado a respeito de tudo isso, que vai nos falar de arquitetura com A maiúsculo: Fabio Di Mauro. Arquiteto residente em Americana, São Paulo, Fabio é professor e coordenador do curso de Design de Interiores e Comunicação Visual na ETEC Polivalente de Americana (CEETEPS), pós-graduado na Unicamp, participante da mostra Decor Interior de Americana como coordenador de equipe de alunos e Membro da Comissão Julgadora, designer com participação na Mostra Brasil Faz Design no Museu da Casa Brasileira em São Paulo e do 2º Brasil Faz Design em Milão, palestrante, bom pai e marido e gente boa pacas. Ufa! Com todos esses adjetivos, eu não poderia deixar de convidá-lo para participar ativamente do blog, não é? Voilá, vou ficar quieta e deixar o Fabio brilhar. Aplausos por favor!

Quando lemos em algum lugar que este ou aquele produto ou mesmo um empreendimento ou serviço é sustentável, logo associamos isso à preservação da natureza. Mas a questão é mais complexa e ser sustentável envolve, além da responsabilidade com o meio ambiente, responsabilidade social e econômica.

Em se tratando de arquitetura, posso citar como exemplo uma escola rural construída em Bhadraphur, vilarejo localizado a noroeste de Bangladesh, na Ásia. Entre setembro e dezembro de 2005, uma parceria entre a ONG Dipshikha, dois arquitetos europeus e a comunidade rural local formada por artesãos, professores, pais e alunos, resultou na construção da Escola METI (Modern Education and Training Institutes).

O projeto, desenvolvido pela austríaca Anna Heringer e pelo alemão Eike Roswag, previu a utilização de materiais como terra, palha de arroz e bambu, associados a técnicas tradicionais de construção locais. Nesta escola, as crianças recebem aprendizagem moderna e criativa, desenvolvendo uma personalidade responsável, confiante e aberta no sentido de manter sua ligação com a comunidade, utilizando suas habilidades para o progresso econômico e social da mesma.

A solução de projeto usado nesta comunidade rural, serve de modelo para a construção sustentável a nível global. O resultado deste esforço voluntário é uma construção bonita, significativa e humana com espaços coletivos de aprendizagem que enriquecem as vidas das crianças.

Materiais como barro e palha são combinados com elementos mais leves como varas de bambu e nylon, criando uma base ambientalmente sustentável.

A luz solar a ventilação podem ser reguladas através da utilização de persianas.

O objetivo do projeto é o de melhorar as atuais técnicas de construção, contribuir para sustentabilidade utilizando materiais locais e de trabalho e reforçar a identidade regional.

Vista de uma das salas de aula.

Nota: Reportagem original no Designboom

Fale com Fabio Di Mauro

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Uma peça cheia de histórias

23 de março de 2010

Uma lona exclusiva com marcas de estrada agora reveste este sofá

Passando por uma rua nesses dias vi uma enoooorme lona de caminhão espalhada em cima do próprio caminhão e abrigando um pessoal que estava na calçada de um boteco tomando umas e outras. Achei engraçado e divertido pois sei que esta lona simpática e cheia de história uma hora destas vai estar – muito elegante e recatada – revestindo o sofá da casa de alguém. Foi o que aconteceu com esta outra da imagem. Trabalho feito pela Natalle Tecidos, a lona de caminhão reciclada “Authentic©” é um tecido 100% algodão, totalmente lavável, pré encolhido, desinfectado, macio, de grande resistência e pronto para ser usado no revestimento de qualquer estofado. Achei muito legal.

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Solarium com tudo na Revestir

23 de março de 2010

"Permeare" da Solarium: imagine um piso destes em laranja!

Alguns mais bonitos e diferentes lançamentos na Revestir – com certeza, foi na feira  – foram as novas linhas da Solarium. Algumas, concebidas pela designer de superfície Renata Rubim, acertam em cheio tanto na forma quanto na aplicação: “Permeale“, indicada para locais onde a mistura com grama ou pedriscos é bem vinda, é uma linha de traços retos e cores inusitadas. Já “Praga” tem um formato orgânico inesperado mas que se encaixa com perfeição uma à outra. Finalmente “Ovale” tem um quê de elegância que transforma qualquer ambiente por mais simples que seja num acontecimento.

"Praga": inspiração européia e orgânica

Além dessas, vi pessoalmente também a nova linha “Ruído“, design de Ana Maldonado: com uma concepção simples – papel amassado – a linha muda a percepção de uma parede com sua textura suave, lúdica e bastante elegante. Em tons bem especiais – não sei se gostei mais do preto ou do branco – faz a diferença num espaço.

"Ruído": papel em sua melhor forma

Para completar, a linha “Legno” é a perfeição no que tange à imitação de tábuas de madeira. Patinada ou com tons de madeira mesmo, super indicada se você quer criar um pátio externo com aparência hiper rústica e sofisticada ao mesmo tempo.

PS: Se quiser conhecer mais um pouquinho do que apareceu na Revestir, acompanhe a página “Novidades” da Light Floor Keramik. Vão pintar muitos lançamentos por lá.

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Muita coisa

22 de março de 2010

Os ovos vela em patchwork da "À Luz de Velas" encantam pela originalidade

Ufa! Vocês viram quantos posts eu fiz sobre revestimentos? E vem mais por aí… Também, depois do fim da “fashion-week da arquitetura e do design” em São Paulo, falar sobre o quê mais, não é? Vamos em frente que tem muitas coisas boas e bonitas, belas e de qualidade pra vocês conhecerem – foram lançadas na Revestir, ou não!

Também há muitos lançamentos em produtos para banheiros e cozinhas, por conta da feira paralela à Revestir, a Kitchen & Bath. Só que, estranhamente, recebi poucos releases até o momento sobre esta parte. Mas, aos poucos, vou postando por aqui o que for aparecendo.

Terminei a série que fiz sobre bons lugares de decoração e design (e paisagismo), para se visitar na serra carioca e já estou pensando numa nova série… . Claro: não esqueci que ainda não terminei de mostrar meu apê para vocês, mas aos poucos vai. Enfim, como sempre, cabeça fervilhando de belezinhas para mostrar por aqui…

E, realmente, vocês vão ver novidades aqui no blog: acho que vou mudar o visual para agregar outros trabalhos que venho fazendo, tenho um novo colaborador especialíssimo para apresentar a vocês, e vai pintar uma parceria bacana que tenho certeza que todo mundo vai gostar. Os dois últimos, provavelmente, ainda nesta semana. Aguardem!

Tenho que fazer um aviso sobre o Curso de Decoração Básica “Mood Board: ele foi adiado  . Sim, foi adiado e não sei quando vai ser a próxima data, mas se você está interessado em cursá-lo, me mande um e-mail.

E, finalmente, a imagem que escolhi para compor este post: a Páscoa está logo ali e quem curte enfeitar a casa não pode perder os produtos da À Luz de Velas. São pingentes, toalhinhas para lavabo, velas em formatos diversos, guirlandas, tudo temático, com estampas e formatos de ovo, coelhinho, cenouras, entre outros, para incrementar mesmo a casa para a festa do renascimento. Estas gracinhas de velas em ovos revestidos em patchwork eu pesquei por lá, e deu vontade de comprar só porque são lindas e super originais. Adorei!

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Novidade da Gail

19 de março de 2010

Parede de cozinha revestida em madeira? Não, é a linha "Wood" da Gail

Também lançada na Revestir e bem dentro da tendência atual da reprodução de madeira em cerâmica, a linha “Wood” da Gail tem um toque personalíssimo: os filetes das peças vêm em três tamanhos diferentes, com 18, 24 e 26 milímetros. Este diferencial permite que a gente crie paginações bem legais misturando os filetes e, com isso, revestindo paredes com um material prático como a cerâmica, com a aparência da madeira, que é bem difícil de trabalhar, ainda mais em peças pequenas.

A nova linha é fabricada nas versões ipê, ébano, carvalho e madeira de demolição, contendo as cores e texturas dessas madeiras. O resultado é bem legal e o material pode ser utilizado em fachadas, paredes internas, ou detalhes. E como eu já contei pra vocês antes, fico feliz da vida em ver boas novidades assim…

Update 22/03 – a nova linha não foi lançada na Feira Revestir, mas é novinha, viu?

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Starck e a Baccarat

18 de março de 2010

Zenith: 50 quilos de cristal e luxo

Parceria das mais certeiras, a tradicionalíssima boutique francesa de cristais fez uma parceria com o designer – igualmente francês – mais badalado da atualidade para dar uma renovada em sua “casa” – localizada num dos endereços mais chiques de Paris, a Place des Etats Unis – e também para criar algumas “pecinhas”. Starck, como era de se esperar, utilizou toda sua maestria com um toque de modernidade para renovar o espaço e para criar preciosidades como este lustre da imagem, o “Zenith“.

Trata-se de uma peça majestosa, toda em cristal negro, com cerca de 1 metro e 10 centímetros de altura, 1 metro e cinco centímetros de diâmetro e – pasmem – 50 quilos! Bem, mas uma peça dessas só fica bem mesmo num suntuoso palácio, palacete ou mansão feita sob medida para receber uma peça assim, não é?

Outras peças, bem mais leves – do ponto de vista de peso decorativo e peso mesmo – assinadas pelo designer estão disponíveis na maison, mas ele já lançou uma outra preciosidade como esta, em cristal transparente e cristal vermelho: o lustre “Flou“, destaque agora no site da empresa. Vale conferir…

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Castelatto na Revestir

18 de março de 2010

Linha "Marine" da Castelatto: ponto alto da nova coleção.

Que os revestimentos cimentícios estão com tudo vocês já sabem, não é? Pois a Castelatto lançou algumas novidades neste material realmente maravilhosas.

Na linha "Prisma", o visual é geométrico

A grande sacada foi dar movimento e textura às peças moldadas em cimento. Na linha “Lêmini“, a mistura de arestas e concavidades sob a incidência de luz produz efeitos fantásticos na superfície revestida. Na “Prisma“, as faces são geometrizadas, e o formato 60 x 40 cm já é um diferencial bacana. Mas, pra mim, o ponto alto é a linha “Marine“, onde o efeito ondulado reproduz o movimento das águas em uma superfície seca. As cores escolhidas não poderiam ser mais adequadas: branco, areia, cinza, fendi, sépia e chumbo são tremendamente atuais e se adaptam bem a variados estilos. Uma coleção bem acertada, com certeza!

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Bambu Mossô

17 de março de 2010

O charme escultórico do Bambu Mossô

Destaque de dez entre dez espaços “modernosos” de novelas e cenários televisivos, o Bambu Mossô é uma estrela como poucas no mundo do paisagismo atual. Marisa Lima nos fala hoje um pouquinho sobre esta planta bela e delicada.

O Bambu Mossô (Phyllostachys pubescens) ganhou destaque desde os anos 90, quando foi introduzido na decoração e nos jardins brasileiros. De origem asiática, sua forma elegante e sinuosa não é natural, sendo obtida através de técnicas especiais e da arte de mãos humanas. E são justamente estas curvaturas do caule que são apreciadas por lhe darem uma aparência de “escultura”.

Em resumo, a técnica de moldar o caule é a seguinte: durante o desenvolvimento da planta, retira-se as bainhas do caule (ou seja, as “cascas” que o revestem). Esta ação deixa o caule mais flexível, permitindo que ele possa ser conduzido com facilidade. Então é possível amarrá-lo e forçá-lo a seguir o caminho que quisermos. O caule começa a enrijecer e assumir o formato definitivo depois que surgem as primeiras folhas, quando a planta demonstra que está entrando em sua fase de amadurecimento. Assim que “pegar” seu formato, ela pode ser transferida para o local definitivo.

O Bambú Mossô é uma planta de porte, podendo atingir até 10 metros de altura e deve ser cultivado em sol pleno. Porém, se você tiver uma varanda com sol ou com boa luminosidade, ele também vai se adaptar. Mas, infelizmente, não é uma espécie para ser usada em interiores pois certamente morrerá. Vemos muitas plantas que não se adaptam em interiores sendo usadas em fotografias e em novelas, mas não se esqueçam: estes são apenas cenários que são trocados sempre que necessário.

Para seu cultivo o solo do Bambú Mossô deve ser fértil e receber regas constantes. Adube-o a cada três meses com NPK 10-10-10 e intercale com adubação orgânica, que pode ser de húmus de minhoca. Siga sempre as instruções das embalagens de adubo, pois seu uso em excesso também é prejudicial às plantas.

Visite o blog de Marisa Lima

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Portobello na Revestir

16 de março de 2010

Ecoparquet Tauari Extra Fino da Portobello: impressionantemente belo

Sempre impactante, sempre inovadora, a Portobello apresentou a chamada “Coleção Forest Habitat Natural” na Revestir deste ano inspirada em um mundo onde temos “teias” de relações. Aconchego, beleza, segurança e personalidade são palavras-chave que inspiraram as novas linhas exibidas na mostra, que causou sensação com a exposição do produto “Extra Fino” formando uma brise no estande da marca.

Já falei dele por aqui e inclusive fiz um texto especial para o blog da Portobello sobre ele. Mas o Extra Fino é realmente surpreendente com seus 4,7 milímetros de espessura e com diversos padrões disponíveis. O chamado “Ecoparquet” é simplesmente impressionante, e por isso selecionei sua imagem para ilustrar este post: fino, com um belíssimo acabamento natural ou acetinado, e com a aparência que reproduz fielmente tacos colocados em “espinha de peixe”, realmente impressiona. A linha reproduz também o limestone e o mármore, além da madeira, e é um convite a uma reforma com pouco incômodo, já que ele pode ser assentado sobre o piso existente.

Marmi Bianchi composto como nos velhos tempos, só que todo em cerâmica: modernidade clássica

Outras linhas muito bonitas que gostei muito forma a “Fusion” – que integra cores neutras em tom sobre tom, resultando em aparências diferentes a partes diferentes das peças cerâmicas – a “Arpoador” – um padrão de pedra belíssimo – e a “Marmi Bianchi“, que reproduz mármores nobres como o “Calacata” e o “Statuario” magnificamente bem, e nos permite executar totalmente em cerâmica (mais prática, rápida e de manutenção fácil), se combinada às linhas com padrões amadeirados, desenhos que antigamente criávamos com madeira e pedra (dava um trabalho e era uma manutenção daquelas…).

E aguardem: ainda vai ter tanta novidade…

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A Cara do Rio

16 de março de 2010

"Jungle Rio", acrílica sobre tela de Mauricio Barbato, na mostra A Cara do Rio deste ano

Demorei, mas fui ver a expo A Cara do Rio, no Centro Cultural dos Correios. E eu recomendo muito a visita para quem curte arte e, principalmente, para quem curte ver arte de perto, observar técnicas, idéias, perspectivas, traços e pontos de vista diferentes, num mesmo espaço e tratando de um mesmo tema – no caso, “que cara tem o Rio?”

A mostra já acontece há seis anos e pode-se dizer que, a cada ano, agrega mais gente boa trabalhando sobre o tema sem um lugar comum, sem o sentimento que tudo já foi visto, dito e feito sobre a cidade. Segundo Marcelo Frazão, curador da mostra, são “cento e quinze ângulos, propostas e indagações tendo a cidade do Rio de Janeiro como ponto de chegada e partida“. Eu diria que cada obra apresenta vários pontos de partida, e nos convida a rever o lugar onde vivemos, trabalhamos, caminhamos, travamos nossas batalhas diárias enfim.

O site da expo registra todo este caminho de diversas formas: vídeo, texto, imagens, postais, e é uma delícia clicar em cada canto e descobrir mais um detalhe. Gostei muitíssimo do vídeo de apresentação que mostra um pouquinho da mostra desse ano e me fez lembrar de vários pontos altos que pude presenciar ao vivo. Quem estiver longe, pode tirar uma casquinha. Quem estiver aqui, vai poder fazer o mesmo que eu fiz.


Serviço:
A Cara do Rio – edição 2010

Centro Cultural dos Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20
Telefone: 2253-1580
De 27 de fevereiro a 11 de abril de 2010

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