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Pensando nas mãos de gente

Fatiador de maçã, descaroçador de manga e descascador de laranja: instrumentos para um dia a dia mais fácil da oxo

Fiquei espantada enquanto conversava com uma amiga e visitante do blog e não localizei um post sobre a oxo, que eu jurava que já tinha feito. Empresa norte-americana de Nova Iorque mesmo, foi fundada por uma necessidade muito especial: Betsey, esposa de Sam Farber, seu criador, sofria de artrite, o que dificultava o uso de vários utensílios de cozinha com os quais a gente lida corriqueiramente e nem se pergunta o porquê do design ser assim ou assado, se é fácil ou difícil de lidar, se machuca ou não as mãos, enfim, se são bem ou mal projetados para o uso por uma mão humana. Sam, recentemente aposentado após trabalhar durante anos em uma empresa fabricante, justamente, de utilidades para o lar, pensou como podia ajudar a sua esposa e a milhares de outras pessoas com os mesmos problemas, criando peças “amigáveis”, que não machucassem e fossem confortáveis mesmo, para cortar, ralar, picar, descascar…

Depois de muita pesquisa junto a usuários e também com a participação de especialistas clínicos, em 1990 chegaram ao mercado 15 peças da oxo para uso na cozinha que foram ergonomicamente desenhadas e estabeleceram um novo patamar no mercado para os produtos deste tipo. A empresa foi uma das pioneiras no que chamamos hoje de design universal, tão propalado mas ainda pouco observado por quem cria produtos para uso diário.

É muito interessante ler o perfil da empresa: com mais de 800 produtos lançados para facilitar a vida em toda a casa, apenas 625 empregados em todo o globo, mais de 15 diferentes línguas faladas pelos “OXOnianos” – apelido que designa seus colaboradores – e uma preferência preponderante por beber água e “dirty martinis“, o grupo continua focado em criar soluções inovadoras para os problemas enfrentados por quem tem alguma dificuldade em lidar com um utensílio ou instrumento manual corriqueiro, e que acaba atendendo muito melhor igualmente a quem não tem nenhuma dificuldade.

O nome “oxo” foi escolhido porque também ele é “ergonômico”: pode ser lido de trás para adiante, de cima para baixo e de baixo para cima da mesma forma. A marca virou “queridinha” entre gourmets e chefs de cozinha por suas inúmeras peças que facilitam a vida nestes cenários, mas sua contribuição para um dia a dia mais fácil para portadores de necessidades especiais é definitivamente marcante.

PS.: no Brasil encontra-se algumas peças da oxo na Spicy.

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2 Respostas para “Pensando nas mãos de gente”

  1. Vilma Goulart disse:

    Muito útil, Maria Alice! Legal ter publicado esta notícia!

  2. Oi Vilma, tudo bem? Realmente estes produtos são sensacionais. Precisávamos ter acesso a toda a linha aqui no Brasil.
    Bjs!

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