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De maçanetas e mesinhas de cabeceira

"Sinn", design de Hannes Wettstein, encontrada na Punto

Estava lendo esta matéria da Revestir sobre “últimos lançamentos em maçanetas” e me lembrei de comentar como foi difícil escolher esta danada desta pecinha aqui pra casa, na época da reforma. Sim, decidir por qualquer coisa é até fácil quando se tem orçamento ilimitado, o que não é verdade para 99% da população, incluindo a escriba aqui. Portanto, além de ter que me agradar, agradar ao marido, ser funcional, bonita, de qualidade, etc. e tal, tinha que caber no orçamento. Notem: minha casa é pequena, mas foram nada menos que duas peças completas externas (para portas externas, que são mais caras), duas para portas de banheiro e três para portas internas. Não teve jeito: para economia, as internas ficaram diferentes das principais.

"Unique" da Altero

O mais complicado é que a gente pouco pensa neste item quando faz uma reforma, e acaba por deixá-las de lado mesmo, quando olha o valor da compra e da instalação, depois de ter trocado, reformado e pintado as portas, além de pisos, paredes e tetos, claro. E como não há um “produto substituto” pra maçaneta, não tem como correr de preços altos… 

"Zepp", da Artefacto

Isso me fez lembrar de mesinhas de cabeceira, uma outra “furada”: para todos os quartos para os quais especifiquei mobiliário na vida, eu ficava com vergonha de indicar ao Cliente qualquer mesinha de cabeceira, criado mudo ou cômoda. O preço comparativo entre a nova cama e duas mesinhas de cabeceira era inadmissível, se a gente imaginar que na cama a gente deita e dorme, e na mesinha se apóia um copo e uma revista, e às vezes guarda um remédio ou outro…

"Noa", design Fernando Jaeger

Notem: estou falando de móveis que complementam as camas que eu especificava de verdade, e não de “quebra-galhos”. É fácil usar um banquinho, mesinha ou até mesmo caixa de papelão do lado da cama como se fosse um criado mudo (eu mesma já usei durante anos), mas num projeto de interiores, não dá pra usar “saídas” como estas! 

Enfim, este post trata-se de um comentário, de uma observação sobre dois itens que, estranhamente, pesam bastante num orçamento de reforma e para os quais não vejo justificativa econômica ou mercadológica. A solução, pra mim, passa por maior número de fornecedores, sempre.

PS: As mesas laterais também têm esta estranha valorização que os criados mudos possuem.

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