nav-left cat-right
cat-right

Casa Cor Rio 2011 – segunda parte

Revolução: o verdadeiro "galpão" da Deca criado por Bel Lobo e Bob Neri. Clique para ver maior.

Continuando de ontem (clique aqui para ler o post), nesta segunda parte do post sobre a Casa Cor Rio 2011 destaco ambientes que curti bastante e também faço uns comentários que acho que faltaram.

Gostei muito:

  • Do “Átrio” de Geraldo Lamego – Lamego teve que recuperar piso de mosaico e trabalhos antigos do espaço e fez tudo certo: o espaço está realmente bonito. Preste atenção às modernas gravuras nas paredes.
  • Do “Lavabo/Boudoir” de Ricardo Melo e Rodrigo Passos – já gostei na primeira visita pois a dupla recobriu as pastilhas existentes com uma trama de madeira belíssima. Sofá e objetos os mais bonitos compuseram o restante do espaço. Mas, quando vi o lavabo nesta última visita, gamei: uma verdadeira joia escondidinha no canto da mostra. Não perca!

Só um pedacinho do belo "Lavabo/Boudoir" de Ricardo Melo e Rodrigo Passos.

  • Do “Estar Íntimo de Marise Marini – não deixe de entrar no espaço e olhar pra cima: vitrais lindos trazem luminosidade ao ambiente e Marise soube aproveitá-los muito bem com colorido e peças de design. Deixou circulação para todos os lados – pois é um espaço de distribuição de público – e deu seu recado muito bem.
  • Do “Spa” de Leonardo Pascual – Ficou muito bonito de fato. A banheira free standing em formato arredondado e o painel de madeira da oca brasil compuseram muito bem. Talvez eu procurasse uma alternativa para tanta madeira (alguns podem achar over, o que não discordo totalmente), e também quatro enormes TVs na outra parede foram uma boa solução para o espaço na mostra mas, na realidade, me deixariam meio “abafada”. Bastava uma e, menor…

Muitas plantas no belo Solarium na varanda de frente da mansão.

  • Do “Solarium” de Angela Frota e Anna Luiza Rothier – é um espaço de estar a pleno sol pois não se pode instalar um toldo no casarão tombado. Mesmo assim, ficou agradável, com muitos móveis para exterior e uma composição de plantas das melhores!
  • Da “Suíte do casal” de Marcia Müller – deixar o celadon (tom de verde) antigo nas paredes foi uma bela sacada de Marcia. A composição deste tom com as cortinas em azul marinho e branco com estampas listradas e de ikat também ficou muito legal. Adorei também mil objetos antigos e novos que ela pinçou para a ambientação. Mas achei que as mesinhas de cabeceira ficaram over, pois dois belos tocheiros antigos atendem à cama, que poderia ter outra solução de apoio.

"Suíte do casal": muitos tecidos em atmosfera retrô-chic. Clique para ver maior.

  • Do “Home Theater” de Andrea Chicharo – Andrea foi nos tons escuros e fechou o janelão do espaço para que a projeção ficasse bem feita, o que deixou tudo meio escuro. Mas não há como não gostar do todo, com sofá enoooorme e confortabilíssimo para curtir um bom filme com a família e amigos. As escolhas das peças de parede também me agradaram muito, principalmente o tríptico no fundo do ambiente. Bacana!
  • Da “Adega” de Carlos Murdoch, Georgia Mantovani e Luciana Sodré – nada de madeira e coisas escuras: muito colorido, estante modelada em 3D iluminada por LEDs azuis e muitas peças modernas. Alguns podem dizer que nem é uma adega de fato, mas há uma cave no subsolo que garante que ali, o vinho é bem servido!

No "Home-Theater", boa arte e muito conforto.

  • Do “Galpão da Deca” de Bel Lobo e Bob Neri – aqui, houve uma quebra de paradigma: nada daqueles ambientes limpíssimos e cheirosos de outras mostras. Foi chão irregular de terra batida cheio de folhas e muitas peças de design para acompanhar os lançamentos da patrocinadora master do evento. O trabalho de Bel e Bob é sempre muito bem feito e aqui, a meu ver, eles acertaram de novo. Tudo bem que não é acessível para todos mas aposto que eles vão criar escola com o trabalho. E dei o nome de “galpão” pois é mesmo um espaço assim: não há piso, parede nem coerência. Apenas o que deve ser visto no meio da natureza tem destaque.
  • Da “Estufa Experimental” de Flávia Martins, Felipe Lobão e Antonio Leite – o ambiente à frente da estufa em si está bacana, mas o que gostei mesmo foi do cantinho onde se cultiva ervas e temperinhos. Uma graça! 

A moderna "Adega" tem espaço para degustação, música e cor.

  • Do espaço da Caixa Econômica Federal, quase na saída, feito por Marcos Husky. O espaço e o arquiteto nem são citados nos catálogos e resenhas e o ambiente fica vazio pois só tem um gerente do Banco para explicar um produto. Mas o trabalho foi feito com cuidado, criando um estar bem brasileiro, com estrutura de bambus e mobiliário revestido com juta de sacas de café. Achei por bem destacá-lo, pois o trabalho está bem legal.

Dois destaques sobre os quais eu não falei: o “Living” de Gisele Taranto e a “Sala de Jantar” de Paola Ribeiro

Os dois impressionam, com toda certeza. A curadoria de peças de arte do living está perfeita e os lustres modernos da La Lampe são belos e o que chama a atenção de fato. De resto é tudo muito charmoso e bem montado mas… sabe quando algo “não fecha” na tua cabeça? Pois é, tem algo que me incomoda ali…

Elegância na "Estufa Experimental". Clique para ver maior.

A sala de jantar de Paola tem tudo para ser cantada e decantada em verso e prosa por todas as publicações e coberturas da mostra. Gostei muito das cadeiras modernas e do móvel antigo chinês fazendo as vezes de louceiro. Revestir o teto com papel de parede também foi uma sacada que certamente vai lançar moda mas… da mesma forma que o living, não fez minha cabeça. Acho que o que mais gostei foi do cantinho com móveis de madeira que publiquei no primeiro post sobre a mostra aqui no blog.

Crítica básica (sem maldade): uma tremenda casa sem… uma tremenda cozinha??? A “Cozinha Gourmet” de Duda Porto está muito bonita, com tudo no lugar mas, era de se esperar, mais espaço e destaque neste ambiente que, hoje em dia, é super valorizado. Talvez tenha faltado espaço mesmo, pois as dependências dos empregados não eram valorizadas na época da construção e não se podia derrubar paredes. Em todo caso, acho que um anexo no espaço onde ficaram os banheiros públicos, por exemplo, poderiam ser a solução. Quem sabe um espaço com estrutura em vidro? Lá estou eu inventando onde tudo já rolou…

Pouco comentado e muito bem pensado: o espaço da Caixa, de Marcos Husky. Clique para ver maior.

O que fica pra mim de Casa Cor Rio 2011 é como uma construção “manda” em um interior. Quem é não se sente envaidecido e cheio de ideias diante dos ambientes de um palacete destes? Quem é que não quer participar de uma mostra com um destaque destes bem em seu centro? Espaços dentro ou fora da casa foram por ela influenciados. O que eu achei muito bom, claro!

Related Posts with Thumbnails
Share

Deixe um Comentário