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Tendências das mostras cariocas no ano

A dupla de cadeiras "Butterfly" com capa de crochê no ambiente de Pedro Buzanovsky na Morar Mais chamavam a atenção: artesanal em alta!

Fiquei até em dúvida se escreveria ou não este post pois achei tão poucas novidades de fato nas mostras aqui no Rio que nem sei se dá uma nota. E quando eu digo “mostras” me refiro apenas à Morar Mais e à Casa Cor, já que o horizonte de eventos de decoração por aqui tem se resumido a estas duas. Sim, há a Casa Design em Niterói, e eu me penitencio: nunca fui.

  • Deixando de “mais, mais”, passemos ao que vi de fato: crochê está em alta. Acho que essa é fácil e todo mundo já sabe, mas fiquei impressionada com a quantidade de peças em crochê que vi na Morar Mais: das belíssimas cadeiras “Butterfly” com capa de crochê (da Velha Bahia) expostas na “Joalheria” de Pedro Buzanovsky (que já mostrei aqui), a colchas e almofadas, vi muitas por lá. Mas todos os trabalhos manuais estão em alta, na verdade: pulseirinhas de macramê em lojas de bijoux chique; pufes em tricô em várias lojas; patchwork, nosso velho conhecido, renovando móveis, porque o crochê estaria de fora? Influem também os fatores “preço” – em geral a gente encontra lindas peças artesanais por bons preços – e também o “DIY” ou, em bom português, “faça você mesmo”: eu faço tricô, crochê, macramê, tudo isso, e tem muita gente que faz também. É gostoso ter uma peça “feita por mim” em casa, e muito mais em conta também…

No "Lounge Bar" de Jairo de Sender na Casa Cor, pufes e poltronas em patchwork: inspiração europeia segundo o profissional.

  • O patchwork merece um adendo: nos dois ou três minutos em que conversei com o Jairo de Sender no espaço dele na Casa Cor, ele me disse que viu muitos móveis revestidos com a técnica na Europa, e por isso resolveu usar móveis do tipo no ambiente. Ou seja: não é só renovando mobiliário que o trabalho tem sido utilizado, mas também em móveis novos. “Juntar os trapos” hoje em dia pode significar também unir tecidos lindos para fazer uma peça realmente diferente e bonita. Eu apoio!

Jardim vertical no "Espaço SEBRAE" de Luci Barros e Cristina Ferrarese na Morar Mais. Clique para ver maior.

  • Acho que, em resumo, o artesanal está em alta, em altíssima! Destaquei aqui a cabeceira feita com trama de jornal sobre estrutura em metal, pelo artesão Irinaldo da Silva aqui do Rio, pois foi um dos trabalhos mais bonitos e originais que vi em ambos os eventos. Mas tem muito mais e tanto profissionais quanto leigos estão em busca do que é bonito, bem feito e que faz diferença em casa. Muito bom!

No espaço de Miriam Fittarone na Morar Mais, cabeceira em trama de jornal.

  • A cor voltou! Sim, o que deveria ser uma regra passou a ser exceção, mas com vários vivas e foguetes (se eu pudesse soltá-los aqui e agora o faria  ), pude notar em ambas as mostras que todo mundo usou cor: nos pisos, paredes, tetos, móveis, objetos, em tudo. Que eu me lembre não teve nenhum ambiente daquele tipo “neutro”, bonito, mas “morno”. Adoro isso, fico feliz!
  • Luminárias em destaque: até poderia ser uma característica vinda apenas da Casa Cor, já que a mansão que a abrigou tinha um pé direito alto – e a tendência foi todo mundo usar lustres muito bonitos. Mas na Morar Mais também vi luminárias muito bonitas e não apenas uma: duas ou três repetidas, iluminando tudo o que podiam. Enfim, pontinho de luz no teto é bacana em alguns casos. Invista numa peça bonita, mesmo!

Na Sala de Jantar de Margareth e Frederico Villela, as três luminárias "Hope" da Lumini foram o destaque.

  • Jardim vertical e horta caseira: dez entre dez entusiastas da jardinagem e do que for natureba curte ter um ou outro – ou ambos! Eu, que não tenho dedo verde mas adoro flores, acho bacana. Tem exageros, como um ambiente que vi na Casa Cor São Paulo (felizmente não foi aqui), onde uma cozinha foi feita dentro de uma “floresta”   . Enfim, um toque de verde em casa é sempre bom, mas horta caseira eu só aposto para quem tem jardim, quintal, varanda e espaço. Pendurar vasinho na janela de apartamento, pra mim, não dá…

Muita cor no "Estúdio do Rapaz" de Danielle Bastos e Gustavo Amorim na mostra Morar Mais. Clique para ver maior.

No mais, os mesmos laminados nos pisos, pastilhas em vidro ou porcelana nos espaços molhados, TVs fininhas onde for possível, cerâmicas e porcelanatos imitando madeira, pedra, whatever, e a “vitória” dos papeis de parede sobre a pintura. Enfim, eu já vi muito por este ano. NEXT!

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