nav-left cat-right
cat-right

Pequeno ‘preview’ de Casa Cor Rio

O edifício Aqwa Corporate, com assinatura da 'griffe' Norman Foster e endereço de luxo no Porto Maravilha do Rio de Janeiro é o palco da Casa Cor Rio deste ano.

O Edifício ‘Aqwa Corporate‘, com assinatura da griffe Norman Foster e endereço de luxo no Porto Maravilha do Rio de Janeiro é o palco da Casa Cor Rio deste ano.

Estive na abertura para a imprensa da Casa Cor Rio© deste ano no último domingo e curti muito o que vi. O prédio é realmente uma joia da arquitetura e, em que pese haver críticas e possíveis “defeitos” em sua construção – eu não vi, nem li nenhum, mas deve haver…  – achei o projeto do escritório de ‘Sir’ Norman Foster realmente uma beleza…  imponente, escultural e explorando o que há de melhor na região que é… a vista da cidade! Agora me diz: qual arquiteto não exploraria a beleza desta cidade através de panos de vidro dramáticos, por mais que eles mostrem ocupação desordenada e favelas, um porto mal tratado e uma baía de água suja?   T-u-d-o pode mudar e garanto a vocês que a vista rivaliza com a mostra o tempo todo. A gente olha para os ambientes diz “UAU!” para a cidade que, se não é linda e maravilhosa, parece que não o é por pouco, muito pouco. E ainda tem uma vantagem: ela pode vir a ser… Se a cidade fosse feia, não tinha jeito. Agora, como é bonita e está muito mal tratada em todos os sentidos, se tudo mudar, ninguém segura essa paisagem com uma cidade funcionando de verdade…

Um trecho do ‘Lobby‘ de Gisele Taranto com poltronas italianas em preto: um luuuxo que eu amo muito… Clique para ver maior.

Deixando de lado a cidade que temos e a que podemos vir a ter, penso que a mostra aproveitou muito bem o espaço privilegiado do prédio. Falta sinalização para taxis e carros de aplicativos (não há número explícito na Via Binário e foi impossível achar o prédio, pois ali tudo é novo), mas lá dentro tudo se resolve. O lobby de entrada é francamente comercial e eu não acho que se adeque a moradias, a menos que sejam de empresários ou de pessoas que trabalhem ali mesmo. Uma família com crianças ou recebendo vovô, vovó, tios e primos ia ficar meio deslocada na paisagem, mas também não seria nada sério. O que mais me preocuparia se eu tivesse que morar ali é não existir um supermercado, lanchonete, farmácia ou banca de jornal por perto…  Há previsão de lojas no térreo do prédio e talvez isso se resolva fácil. Mas o local é um tanto distante de tudo e você só resolveria algumas coisas de carro. Enfim, a região está sendo preparada para se tornar um bairro mas ainda não é de verdade: outra ressalva.

El Paredòn” em granito bruto cinza chumbo típico daqui do Rio: será que dá pra fazer escalada?

Mas aí temos o GLAM do edifício: um paredão de pedra (quase) negra logo na entrada, próximo às escadas rolantes é de se tirar o fôlego. É granito daquela região mas eu me perguntei como foi parar ali, naquela posição…  – também fiquei imaginando se os futuros moradores poderiam fazer escalada no que chamei de “paredòn“…  – e logo vem o primeiro espaço da mostra que é o “Lobby” de Gisele Taranto, com tudo de bom que uma recepção dessas pode ter – e as poltronas italianas revestidas em preto não precisaram fazer força para me agradar, vocês devem imaginar…

A espera do ‘Restaurante‘ de Antonio Neves da Rocha, com móveis clássicos e lindos, e um quadro sensacional de Mayrinck Veiga. Clique para ver maior.

O segundo espaço que vi foi o “Restaurante” de Antonio Neves da Rocha que, a hora em que cheguei – meio tarde é verdade – já tinha parte de suas mesas tremendamente bagunçadas com o povo fazendo festa de prosecco, o que não me deixou observar tudo. Mas logo na entrada, o tamanho quadro que ele postou do Conselheiro Mayrinck – simplesmente o maior empreendedor brasileiro do final do século XIX – aliado aos canapés/sofás clássicos que vi, já me deixaram muito satisfeita, pois ele fez com que o clássico em contraste com um ao redor altamente “clean“, frio, sem nada ficasse bem acolhedor. Se isso não é decoração de primeira eu não sei mais nada, e é esse tipo de trabalho que faz a gente “perseguir” as boas mostras. Eu a-do-rei!

Chegando ao 21º andar o olhar se dirigia diretamente para o belo “Lounge do Conhecimento” de Patricia Fendt e… para a vista da cidade que era onipresente… Clique para ver maior.

Dali partimos para o 21º primeiro andar, onde a maior parte dos espaços da mostra têm seu lugar. A tristeza de uma tentativa de “transmissão simultânea” de minha visita através do Instagram e da página do Facebook deste blog totalmente frustrada por uma ‘internet de quinta’ que tenho contratada, não chegou a me abater, mas me segurou durante algum tempo nos primeiros ambientes, na esperança de que “a coisa” engatasse e eu conseguisse transmitir fotos e uns poucos vídeos na hora para meus seguidores. Lá do meio da mostra para o fim “descobri” que o Wi-fi oferecido gratuitamente funcionava bem. Usei, mas foi pouco e eu já estava desanimada, confesso. Neste post coloco as fotos que não consegui publicar no dia, o que foi uma pena. Mas, para compensar, teve uma coisa que todo mundo “adora” nas minhas “tentativas de cobertura ao vivo”: as ‘Stories‘ malucas e os clips doidos que faço no Instagram: confesso que a vida anda tão corrida que faço tudo na hora. Claro que vale cinco minutos de leitura pra ver se melhoro essas coisas, mas também vale rir da doidona aqui, não é?  Enfim, dessa vez foi clip deitado, logo no início do que seria a transmissão da visita. Espero que ninguém tenha tido torcicolo mas abaixo segue o mesmo corrigido para que quem não “testemunhou” assista e quem “sofreu” veja direitinho:

Como um todo, achei a mostra muito chic: alto nível, sofisticada, urbana, bela. Nenhum dos ambientes ou profissionais se preocupou com menos, todos com o MAIS. Obviamente a maioria das pessoas curte ver uma mostra assim, mas é claro que sempre há coisas que poderiam ser melhores… Mas para começar com o BOM, destaco algumas tendências fáceis de detectar:

Um “momento puro deleite/pura contemplação”: o ‘Observatório‘ do baiano David Bastos – que nos dá o prazer de sua presença em Casa Cor Rio© – num deslumbre de vista… Clique para ver maior.

Vistas – sim, é verdade. Apesar do privilégio da mostra do Rio estar onde está, parece que há uma tendência na decoração e no design de interiores de se valorizar panoramas, paisagens e vistas das janelas. Ou seja: sua casa pode até não ser ou não estar nenhuma maravilha, mas se você tiver um bom visual já está bom…

Os elegantes e super 'trendy' "tubinhos" dourados formando a luminária pendente no Espaço CoLab de Paula Neder e Luiz Fernando Grabowsky

Os elegantes e super ‘trendy‘ tubinhos dourados formando a luminária pendente no “Espaço CoLab” de Paula Neder e Luiz Fernando Grabowsky.

Luminárias pequenas e finas – um verdadeiro festival de “tubinhos”. Com o LED tomando conta da tecnologia, iluminar bem e farto agora é fácil com peças pequenas. Daí que as luminárias podem ser compostas de um monte de pequenos tubos, bolinhas, folhinhas, o que o designer quiser, formando pendentes maiores, verdadeiros conjuntos de pequeninas peças. Vi vários exemplos  muito interessantes, uns mais belos que outros…

Todo o charme em rosa e preto no "Ap.Y" do Studio MW Arquitetura, estreantes do evento.

Todo o charme em rosa e preto no “Ap.Y” do Studio MH Arquitetura, estreante do evento.

Rosa pálido e preto – não há quem não tenha entrado na onda do “rosa é o novo preto”, ou do rosa pálido (é a mais nova tonalidade da moda), e da combinação deste tom de rosa com o preto – ou com o cinza chumbo, para ser mais exata. Cada espaço tinha sua peça em cor de rosa – “desmaiado”, desbotado, clarinho, ou mesmo em tons mais fortes.

No Espaço Tem.po de Luiza Bottino e Valeska Ulm cimento no piso e na parede. Onde ele não aparece, espaço para a rusticidade do tijolinho.

No Espaço Tem.po de Luiza Bottino e Valeska Ulm cimento no piso e na parede. Onde ele não aparece, espaço para a rusticidade do tijolinho.

Revestimentos cimentícios e assemelhados – praticamente uma realidade em todos os espaços: tem a ver com o estilo industrial, com a valorização do jeitão urbano das casas, dos “urbanóides”, do cinza das cidades. Um cult que todo mundo quer usar em todo lugar, mas que só se acerta mesmo se você capricha na cor e na luz ao redor…

Apenas uma das diversas propostas para banheiros feitas por Paola Ribeiro, responsável pelo Espaço Deca na mostra deste ano. Clique para ver maior.

Bem, para começar é isso aí. Calma, que devagar vamos falando sobre este assunto que, até o final de novembro, é quase que “de lei”, não é?

Serviço:
Casa Cor Rio
Avenida Binário do Porto, 299
Ed. Aqwa Corporate
De terça-feira a domingo e feriados – das 12h às 21h
Até 30/11

Related Posts with Thumbnails
Share

Deixe um Comentário