Arquivo da Categoria ‘Tecidos’

Um quarto diferente (e barato)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Cheap & Chic": closet, cama, roupas, livros, tudo junto num quarto pequeno do Queens em Nova Iorque

Adoro a imagem deste quarto criado pela designer Robin Sillau para ela mesma em Nova Iorque. Assistente da antiga revista Domino – especializada em decoração descolada e de baixo custo – ela concedeu uma entrevista à Holly Becker, editora do blog Decor8 em fevereiro do ano passado – vejam como eu desencavo coisa velha… – falando sobre o que achava de seu trabalho e de tudo ligado a design de interiores.

Observem que se trata de uma super criação de Robin: uma cama tipo beliche esconde um closet abaixo dela, em um quarto apertado (há mais fotos no post da entrevista). Este tipo de trabalho, feito com móveis baratos e complementada por tecidos bacanas (mas igualmente baratos), estantes, caixas, cestos, e um monte de outras peças que o bolso da gente pode pagar, é uma das coisas que me fascinam nesta profissão. Mas às vezes é complicado de explicar para um Cliente onde a imaginação da gente vai dar – e, às vezes, o que a gente planeja não sai…

É claro que temos vários recursos para mostrar o que pretendemos ao dar a solução para um espaço: perspectivas, desenhos, esquemas, fotos de resultados semelhantes, etc. Mas, muitas vezes o Cliente não compra a idéia porque simplesmente ele não a compreende – ou compreende, mas sonha com uma solução mais cara que ele já viu executada em algum outro canto, e que tem certeza de que irá gostar. Estou tocando num ponto-chave do trabalho de interiores, e espero que quem está no caminho de se tornar designer entenda a dificuldade que às vezes passamos quando apresentamos uma idéia: mirabolante demais, rejeição. Simples demais, surge o “eu mesmo poderia fazer isso”. Enfim, é difícil.

Mas voltando à Robin, admirei muito este trabalho dela pela delicadeza, bom gosto e, é claro, custo reduzido. Em Nova Iorque, é claro que é bem mais fácil atingir este resultado, aqui é um pouco mais complicado – mas é possível. Faço votos de que quem é Cliente goste da história, e de que quem é profissional pense um pouco mais em soluções sob medida mas viáveis, do que naquela coisa já esperada, que todo mundo tem para vender.

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Maricota Decor

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Cor de rosa e cheio de graça: um quarto infantil composto pela Maricota Decor

Um dos sites que mais gosto na rede por seu jeitinho lúdico – e vários belos trabalhos apresentados, claro – é o da paulista Maricota Decor. Especialista em criar cortinas, colchas, almofadas, estofamentos diversos e uma série de produtos em tecido, a empresa de Maria Helena Alves demonstra saber fazer bem o que se propõe, e ter muito bom gosto nas escolhas. Vale o clique!

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Falando da África

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O sofá "Do-lo-rez", design de Ron Arad, revestido em diversos tecidos africanos mostram só um pouco da beleza que ainda desconhecemos, dos países daquele continente

Li este post sobre os lançamentos da Moroso inspirados na África, na feira de Milão do ano passado, por indicação da Izabella Cavalcanti, amiga do Twitter. Ela também fez um post em seu blog sobre o que ela mais gostou. Achei interessantíssima a iniciativa da empresa pois joga luzes sobre um verdadeiro mundo desconhecido de todos: o continente africano.

Para além de qualquer conhecimento superficial da África – que identificamos logo com tribos que mal saíram de períodos primitivos de nossa raça, ou com safáris e animais ferozes – a gente começa a perceber que realmente é um mundo muito pouco conhecido. Do norte, mais próximo da Europa e portanto mais explorado em sua arte e cultura, ao sul, de onde saem verdadeiras riquezas naturais para todo o mundo (petróleo e pedras preciosas), passando pelo centro africano, com países menos abertos ao estrangeiro e muito, muito pobres, salta aos olhos que há uma enorme riqueza cultural praticamente desconhecida por nossos olhos ocidentais. A iniciativa da Moroso de ir até algumas localidades e desenvolver uma linha de produtos com esta inspiração só mostra um pedacinho desta riqueza.

Das poltronas, bancos e cadeiras que designers como Patricia Urquiola, Tord Boontje e Philippe Bestenaider, criaram dentro da proposta da empresa – e que, confesso, não me agradaram muito – às peças criadas por designers africanos mesmo, fiquei muito mais interessada na riquíssima beleza dos tecidos que misturam cores e linhas realmente diferentes das que estamos acostumados. É um design de superfície único – como diria a mestra Renata Rubim – especial e comovente. Comove pois é feito com o mínimo de recursos, sem suportes técnicos ou qualquer artefato especial e vem de dentro do ser, das mulheres senegalesas, por exemplo – responsáveis por grande parte da criação destes têxteis – e de povos que não têm sequer uma língua escrita, mas que sabem criar beleza como poucos.

Aqui no Brasil raramente encontro produtos africanos. Existia uma loja especializada em Copacabana – que não encontrei mais – que trazia peças autênticas e exóticas e alguns tecidos maravilhosos. Creio que fora do país existam lojas especializadas, mas não são muito conhecidas – na França por exemplo há muita coisa da Argélia e do Marrocos, mas já são estilos mais conhecidos e ligados a uma outra estética, que tem a ver com a religião muçulmana e o modo de vida dos povos do deserto. Enfim é um vasto mundo, dentro do nosso mundo, que ainda conhecemos tão pouco, e que tanto pode nos inspirar – senão mesmo ensinar – a compor, com elementos simples, uma nova estética que nem sequer imaginamos.

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Lonas com arte

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

As variadas opções de cores das lonas recicladas da Natalle Tecidos

Gostei muito dos produtos da Natalle Tecidos, que conheci noutro dia, aqui mesmo, através do blog. A empresa se concentra na produção e beneficiamento de tecidos compostos 100% de fibras naturais, para áreas internas e externas, investindo também no segmento de tecidos ecologicamente corretos, como a coleção de lonas de caminhão “Authentic, uma das “febres” do mercado de interiores atualmente.

Os quadros apoiados na parede são feitos de lona da Natalle e pintados por Mangabeira

A linha de tecidos sustentáveis está completa no site, assim também como a linha de veludo 100% algodão. Os tapetes feitos com as lonas recicladas é um dos trabalhos mais interessantes da empresa, e super apropriado para quem é alérgico a outros fios mas quer ter uma base quentinha no piso. Mas o que mais me chamou atenção foi o trabalho do artista plástico Mangabeira, que pinta imagens lindíssimas sobre as lonas recicladas – que sozinhas já são lindas – e as transforma em verdadeiras peças de arte. Exclusividade que faz a diferença mesmo, em qualquer ambiente de bom gosto.

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Encaracolado ou fio liso?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Em uma só cor ou totalmente coloridos, os tapetes feitos em fio "Medusa" da Style Brasil sublinham muito bem os ambientes.

Em uma só cor ou totalmente coloridos, os tapetes feitos em fio "Medusa" da Style Brasil sublinham muito bem os ambientes.

Gostei muito dos produtos da paulista Style Brazil: tapetes, carpetes, pufes e almofadas com o chamado fio “Medusa” que parece um espaguete de tecido. Com diversas cores disponíveis, é possível configurar mescla de cores, desenhos, tamanhos e formatos dos tapetes. Além deles, os pufes e as almofadas compõem muito bem salas, lounges e quartos jovens, com aquela graça que só as peças lúdicas têm. A empresa oferece também belos tapetes em couro, que podem ser personalizados. Vale o clique!

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Marcela Pepe

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Beleza e elegância nas almofadas de Marcela Pepe

Beleza e elegância nas almofadas de Marcela Pepe

Que eu adoro almofadas acho que todo mundo sabe, mas as almofadas da Marcela Pepe, ai meu Deus…

Tenho duas aqui em casa, by Safira Sedas, mas ao entrar no site de Marcela me deu vontade de montar um daqueles pavilhões de beduínos, lotados de tapetes e almofadas de todos os tipos só pra me jogar em cima! (sonho infantil esse, confesso!)

Marcela é designer gráfica formada pelo Saint Martins College de Londres e desde 2003 cria belezinhas em seu ateliê em São Paulo, tanto para Clientes finais, quanto para empresas e profissionais. Eu adorei passear por lá, tanto quanto pelo blog, que mostra o ateliê quase que em “tempo real”. Vale o clique!

PS: Já viu as novidades da Safira Sedas deste mês? Liquidação bárbara por lá, a partir de segunda-feira!

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JRJ Tecidos

terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Maravilhosos índigos e a Lona Artesanal bordada: luxos da JRJ

Maravilhosos índigos e a Lona Artesanal bordada: luxos da JRJ

Este era para ser um post específico sobre um tecido da JRJ – o “Tween“, que é uma graça para ambientes jovens/infantis. Mas diante de um site tão completo e com tantos tecidos exclusivíssimos, resolvi “abri o leque”. Eu já conheço a empresa há anos e sempre estive acompanhando seus lançamentos. Um dos últimos mais comentados foi a lona de caminhão reciclada – chamada oficialmente “Lona BR 100” – que apareceu revestindo diversos estofados de mostras de decoração e também de casas “moderninhas” por aí. Mas, sinceramente, o que eu mais curto da produção deles são os tecidos bordados – de uma beleza sem par – e o Jeans.

Mas navegando pelo site você vê muito mais: belos tecidos em algodão, camurça, lã, tricô, cortinas rolôs, uma coleção de sacolas cada uma mais bonita que a outra, enfim, muita coisa bonita que dá desejo mesmo de ter. Já vou me inspirar e programar alguma coisa bacana para minha próxima casa…

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E porque não uma cortina no box?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Uma belíssima cortina de box num banheiro simplérrimo

Uma belíssima cortina de box num banheiro simplérrimo

Esse é assunto velho aqui no blog, mas voltei a ele pois adoro a imagem deste banheiro com esta belíssima cortina de box. Num país onde o fechamento com vidro temperado dos boxes de banheiros é o “padrão do mercado”, falar em cortina de banheiro num blog de decoração chega até a ser um sacrilégio. Mas, está entre aquelas coisas que eu já disse, a tal da “ditadura visual” a que temos sido submetidos: virou, mexeu, tem um produto que é o “básico” para quem faz um projeto de interiores. E nem pensar em alternativas…

Mas o mais curioso é que eu encontrei o fabricante desta belíssima cortina: fica na Suécia, e é uma empresa especializada em… cortinas para banheiros. A Ilma of Sweden está justamente no mercado para quem quer ter cortina de box, e não quer uma daquelas horríveis que se encontra em supermercados, home-centers ou qualquer outra lojinha. São cortinas para box lindas, feitas com tecidos indianos, totalmente pensadas e trabalhadas para brilhar como “A” peça dentro de um banheiro simples. Para quem procura por praticidade e novidade com bom preço, nada melhor.

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E por falar em lenços…

terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Cortina: outro dos bons usos dos <i>grandfoulards</i> italianos

Cortina: outro dos bons usos dos grandfoulards italianos

…me lembrei dos belíssimos grandfoulards da italiana Bassetti. Eles servem de toalha de mesa a xale para sofá, de “colcha”, à capa de almofada. Sempre adorei todos eles e acho incrível como usamos pouco este recurso por aqui. Basta mudar o “lenço” e todo o clima muda. Dica das boas, viu?

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Waverly no Brasil

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Na "Inspiration Gallery" do site da Waverly você encontra algumas boas sugestões de composições

Na "Inspiration Gallery" do site da Waverly você encontra algumas boas sugestões de composições

Noutro dia fiquei “abobada” na vitrine de um shopping olhando um catálogo de tecidos da Waverly. De repente percebi que a loja era a Orlean, e que eles agora também comercializam os tecidos da marca, além dos papéis de parede, que também são um sonho. Claro, não é uma coisinha assim pra se comprar à toa, numa ida ao shopping, mas dá pra pensar num mundo de ambientes muitíssimo bem decorados, revestidos com tudo da marca. Só a campanha deles atual – “In a Waverly world…“, que pode ser vista no site – é de cair o queixo… Imaginem os taxis de Nova York revestidos em tecidos estampadíssimos e coloridérrimos? O trânsito ia piorar bastante, mas a cidade ia ficar mais encantadora do que já é…

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