Muitas modas vem e vão na internet e, no momento, as mídias sociais estão com tudo: baseadas no estrondoso sucesso do Twitter e do Facebook, outras várias ferramentas são criadas a todo instante para integrar e “promover o encontro” de pessoas que têm os mesmos interesses. Neste movimento, empresas que nunca “conversaram” realmente com seus Clientes – supondo-se que uma conversa envolve a participação dos dois lados – entraram na nova “onda” e criam seus perfis em cada uma das mídias sociais com uma rapidez espantosa, sem nem mesmo avaliar para quê e porquê devem se “conectar”.
Esta avaliação deve, por exemplo, passar pelo tipo de Cliente com quem se quer falar, e para isso é bom analisar também o perfil dos usuários de cada uma das redes sociais. No Twitter, por exemplo, observamos um perfil de pessoas muito ligadas em tecnologia e internet, modernas, mais jovens, interessadas em comunicação breve e sem muitos detalhes. Como objetivar mais que um simples aceno de “gostei” (ou “não gostei”), de um público que está mais disposto a “piar” – transmitir mensagens rápidas e pequenas – do que realmente “conversar”? É claro que é uma mídia importantíssima e muito válida para mostrar outras mensagens de marketing da empresa, tais como o anúncio de uma nova filial, uma novidade num blog, uma promoção, ou um vídeo, mas pouco indicada se o interesse da empresa for mostrar em detalhes sua produção e a sofisticação de seus produtos.
Um abraço!
Maria Alice Miller