Posts com a Tag ‘internacional’

Shower curtains

segunda-feira, 8 de março de 2010

Na shower-curtains.com, um mundo de cortinas para box: das mais bonitas às mais tresloucadas!

Estou devendo um post sobre cortinas de banheiro. Sim, de novo elas por aqui…

Mas a intenção é a de falar sobre as cortinas de box norte-americanas, com as quais muita gente ficou curiosa pra saber o quê que têm de bom – e de bonito – de mais que as nossas. Bom, pra começar, as estampas são lindas, bem escolhidas, etc. E sabe aqueles ganchos horrorosos de plástico branco? Nada disso, por lá tem lindos ganchos cromados que correm magnificamente bem no suporte (para quem descarta o item só por conta de não conseguir lidar bem com o “corre-pra-lá-corre-pra-cá” da cortina). Para ver cortinas lindas eu fui primeiro na Crate & Barrel e na Pottery Barn, meus “redutos” americanos com coisas lindas para a casa sempre. Depois dei uma olhada na Target, que tem poucas e boas, na Bed, Bath & Beyond e fui também na australiana Freedom.

Você vai encontrar também coisas belíssimas em tecido e plástico (plástico por dentro e tecido por fora), principalmente cortinas românticas que ficam lindas em torno de banheiras antigas. Claro, também tem muita coisa de gosto duvidoso, mas a quantidade ofertada de estampas muito legais é muuuuito superior a que encontramos por aqui.

Já vi bonitas cortinas aqui mesmo em hotéis, que fazem sob encomenda e com design feito por profissionais, tendo tudo a ver com a suíte onde eu estava, claro. O caso é que, além de mais baratas para um investimento do tamanho de um hotel, as cortinas são mais acessíveis para que os deficientes físicos entrem no box e por isso… mais um ponto para elas!

Update – em tempo: Feliz dia Internacional da Mulher para todas!

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Mais um!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pia, espelho, azulejo e cortina no banheiro: precisa mais?

Não deu pra evitar, gente, este banheiro saiu na Dwell, uma das mais badaladas revistas de design e lifestyle do mundo. Projeto do casal de arquitetos Im e David Schafer para seu loft localizado em San Diego – pequeno, alugado e bem fotografado para a revista – tem aquele toque de non-chalance totalmente descuidada, ATÍPICA de nossas publicações nacionais. E traz a última “vedete” do Casa com Design: a cortina de box! Como eu deixaria de publicá-la?

Agora me digam com sinceridade: esta foto sairia em qualquer de nossas revistas? Acho que não né? Precisamos de banheiros com cubas de apoio, metais os mais caros, revestimentos diferenciados, banheiras e até vaso sanitário de luxo para passar no crivo das editorias. Enfim, complexo de perfeição para um povo que ainda não tem saneamento básico para grande parte da população…

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Bholu

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um pedacinho da coleção de almofadas da Bholu

Loja bonita dá vontade de comprar, não é? Ah se os donos de lojas soubessem disso… não iam deixar nenhuma loja feiosa pra gente entrar… E na internet vale o mesmo! Por isso que a australiana Bholu chama a atenção: num site simples, mil gracinhas pra gente ver e clicar.

"Frederick, o elefante verde" é um dos bichinhos produzidos na Índia para a Bholu

Mas tem mais que só beleza: Jodie Fried, a criadora da loja, comercializa exclusivamente peças criadas por artesãos de comunidades localizadas na Índia, revelando uma causa social nobre que já a contemplou com prêmios de responsabilidade social em seu país. Há também o link onde a gente vê espaços criados por profissionais com os produtos da loja e a “Bholuland“, onde a gente fica sabendo dos projetos sociais levados a cabo pela empresa na Índia. Enfim, um monte de coisas bonitas e boas para se ver. Vale o clique!

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Um quarto diferente (e barato)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Cheap & Chic": closet, cama, roupas, livros, tudo junto num quarto pequeno do Queens em Nova Iorque

Adoro a imagem deste quarto criado pela designer Robin Sillau para ela mesma em Nova Iorque. Assistente da antiga revista Domino – especializada em decoração descolada e de baixo custo – ela concedeu uma entrevista à Holly Becker, editora do blog Decor8 em fevereiro do ano passado – vejam como eu desencavo coisa velha… – falando sobre o que achava de seu trabalho e de tudo ligado a design de interiores.

Observem que se trata de uma super criação de Robin: uma cama tipo beliche esconde um closet abaixo dela, em um quarto apertado (há mais fotos no post da entrevista). Este tipo de trabalho, feito com móveis baratos e complementada por tecidos bacanas (mas igualmente baratos), estantes, caixas, cestos, e um monte de outras peças que o bolso da gente pode pagar, é uma das coisas que me fascinam nesta profissão. Mas às vezes é complicado de explicar para um Cliente onde a imaginação da gente vai dar – e, às vezes, o que a gente planeja não sai…

É claro que temos vários recursos para mostrar o que pretendemos ao dar a solução para um espaço: perspectivas, desenhos, esquemas, fotos de resultados semelhantes, etc. Mas, muitas vezes o Cliente não compra a idéia porque simplesmente ele não a compreende – ou compreende, mas sonha com uma solução mais cara que ele já viu executada em algum outro canto, e que tem certeza de que irá gostar. Estou tocando num ponto-chave do trabalho de interiores, e espero que quem está no caminho de se tornar designer entenda a dificuldade que às vezes passamos quando apresentamos uma idéia: mirabolante demais, rejeição. Simples demais, surge o “eu mesmo poderia fazer isso”. Enfim, é difícil.

Mas voltando à Robin, admirei muito este trabalho dela pela delicadeza, bom gosto e, é claro, custo reduzido. Em Nova Iorque, é claro que é bem mais fácil atingir este resultado, aqui é um pouco mais complicado – mas é possível. Faço votos de que quem é Cliente goste da história, e de que quem é profissional pense um pouco mais em soluções sob medida mas viáveis, do que naquela coisa já esperada, que todo mundo tem para vender.

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E’

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

E': simples e essencial

Pendente ou arandela feita em policarbonato, disponível em variadas cores, a luminária “E’” de Ferruccio Laviani para a italiana Kartell é uma das peças mais bonitas da seção de luminárias da empresa. Pequena – mede 14 centímentros de altura por apenas 13 de diâmetro – fica bem em “cachoeira”, com mais de uma peça, ou também na versão arandela, quem sabe repetidamente, num longo corredor. Uma daquelas peças que eu bato o olho e não esqueço…

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Dormindo na caixa

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Protótipo do Arch Group, a Sleepbox pode ser uma boa solução para quem viaja com a mochila nas costas

Muita gente já deve ter visto por aí, mas eu achei tão interessante que resolvi publicar também: o “Sleepbox” é uma caixa de dormir mesmo, daquelas que mal cabem nossa imaginação, mas confortáveis o suficiente para permitir um descanso entre conexões de transporte, um relax na hora do almoço, e até uma parada para usar a internet com seu próprio equipamento no meio de um dia de trabalho.

Interior do Sleepbox: cama e internet garantidas

O espaço inclui uma cama e está equipado com um sistema de mudança automática de lençóis, sistema de ventilação, alerta sonoro, televisão LCD incorporada, Wi-Fi, plataforma para um computador portátil e fones recarregáveis. Debaixo do chão há ainda um espaço para as malas. O pagamento poderá ser feito em terminais partilhados que dariam ao cliente uma chave eletrônica, sendo possível comprar 15 minutos ou várias horas.

Criada pelo estúdio de arquitetura russo Arch Group, a caixa se propõe a se tornar figurinha fácil em estações ferroviárias e aeroportos, além de outros lugares públicos. Acho mesmo que deveriam estar disponíveis em qualquer centro de grande cidade para proporcionar um descanso merecido na hora do almoço, ou quem sabe até, antes de pegar o tráfego para voltar pra casa…

Dica de Clô Figueiredo

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Falando da África

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O sofá "Do-lo-rez", design de Ron Arad, revestido em diversos tecidos africanos mostram só um pouco da beleza que ainda desconhecemos, dos países daquele continente

Li este post sobre os lançamentos da Moroso inspirados na África, na feira de Milão do ano passado, por indicação da Izabella Cavalcanti, amiga do Twitter. Ela também fez um post em seu blog sobre o que ela mais gostou. Achei interessantíssima a iniciativa da empresa pois joga luzes sobre um verdadeiro mundo desconhecido de todos: o continente africano.

Para além de qualquer conhecimento superficial da África – que identificamos logo com tribos que mal saíram de períodos primitivos de nossa raça, ou com safáris e animais ferozes – a gente começa a perceber que realmente é um mundo muito pouco conhecido. Do norte, mais próximo da Europa e portanto mais explorado em sua arte e cultura, ao sul, de onde saem verdadeiras riquezas naturais para todo o mundo (petróleo e pedras preciosas), passando pelo centro africano, com países menos abertos ao estrangeiro e muito, muito pobres, salta aos olhos que há uma enorme riqueza cultural praticamente desconhecida por nossos olhos ocidentais. A iniciativa da Moroso de ir até algumas localidades e desenvolver uma linha de produtos com esta inspiração só mostra um pedacinho desta riqueza.

Das poltronas, bancos e cadeiras que designers como Patricia Urquiola, Tord Boontje e Philippe Bestenaider, criaram dentro da proposta da empresa – e que, confesso, não me agradaram muito – às peças criadas por designers africanos mesmo, fiquei muito mais interessada na riquíssima beleza dos tecidos que misturam cores e linhas realmente diferentes das que estamos acostumados. É um design de superfície único – como diria a mestra Renata Rubim – especial e comovente. Comove pois é feito com o mínimo de recursos, sem suportes técnicos ou qualquer artefato especial e vem de dentro do ser, das mulheres senegalesas, por exemplo – responsáveis por grande parte da criação destes têxteis – e de povos que não têm sequer uma língua escrita, mas que sabem criar beleza como poucos.

Aqui no Brasil raramente encontro produtos africanos. Existia uma loja especializada em Copacabana – que não encontrei mais – que trazia peças autênticas e exóticas e alguns tecidos maravilhosos. Creio que fora do país existam lojas especializadas, mas não são muito conhecidas – na França por exemplo há muita coisa da Argélia e do Marrocos, mas já são estilos mais conhecidos e ligados a uma outra estética, que tem a ver com a religião muçulmana e o modo de vida dos povos do deserto. Enfim é um vasto mundo, dentro do nosso mundo, que ainda conhecemos tão pouco, e que tanto pode nos inspirar – senão mesmo ensinar – a compor, com elementos simples, uma nova estética que nem sequer imaginamos.

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O mundo será dos orientais…

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Elegante simplicidade do prato e colherinha em madreperola para servir caviar

É, são inúmeras as manifestações: da comida à tecnologia (principalmente esta), das embalagens aos carros, dos toy-arts aos produtos das bancas de camelôs, de um tudo passa por aqueles cérebros pra lá de avançados, que observam nosso mundo ocidental com olhinhos puxados e muito, muito atentos. Observam, destrincham, re-inventam e nos devolvem qualquer coisa melhorada, mais bem pensada, mais bem acabada. Não dá pra não pensar em um mundo onde China, Japão, Coréia e outros países do sudeste asiático não “dêem as cartas” para nós, meio perdidos, meio zonzos com a globalização.

"Splat The Cat" é um dos mimos da Takashimaya para as crianças

Todo este blá-blá-blá só para falar da Takashimaya, loja novaiorquina que reúne o melhor do zen-naturalismo oriental ao charme da capital do mundo. Peças pensadas com apuro estético, criadas por designers ou artesãos dos melhores, de todo o mundo, reunidas sob um só teto.

Me encantei com as peças para a casa, claro, mas não deixe de visitar os links com produtos masculinos, femininos, cosméticos e jóias: é uma experiência encantadora pela forma que os produtos são expostos e divulgados. Sinal também de que o comércio virtual ainda tem muito a evoluir…

Dica de Marisa Lima

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Prada Epicentro Los Angeles

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A nova loja da Prada em Los Angeles

Em sua primeira participação como colaboradora aqui do blog, a arquiteta Elenara Leitão nos traz um assunto em alta: a união das propostas de moda e arquitetura em um mesmo espaço. Leia o texto e veja como um bom arquiteto consegue traduzir o conceito de uma marca num espaço construído.

A Arquitetura é uma disciplina situada delicadamente no meio do caminho entre o talento criativo e o método, entre a invenção e a lógica.” Gianfranco Ferré, estilista e arquiteto

Arquitetura e moda sempre estiveram unidas, na mesma proposta de unir funcionalidade com beleza. E é exatamente essa mescla que encontramos no “Prada Los Angeles Epicentro“, nos Estados Unidos. A renomada grife italiana, sob o comando de Miuccia Prada, redirecionou seu foco para uma mulher inteligente, bem informada, ousada e inovadora. Suas lojas dedicam às clientes um tratamento familiar e apostam que a inovação com criatividade é a chave do sucesso da marca.

E esse conceito é delineado no projeto de suas lojas. As lojas epicentro, em especial, são concebidas como ambientes criativos que geram tendências, locais onde as pessoas vão mais que para apenas comprar roupas, vão usufruir de ambientes de lazer e cultura. Segundo Miuccia, “epicentros são espaços que sofrem mudanças e/ou evoluções graduais“.

A escadaria "dramática" no interior do primeiro piso

Para o espaço de Los Angeles, o renomado arquiteto holandês Rem Koolhaas e seu escritório OMA, criaram um volume horizontal sem barreiras de vidros como as clássicas vitrines. O espaço interior se mescla ao da rua. A climatização é feita por uma cortina de ar e sistemas de segurança com antenas invisíveis garantem o controle da loja. Essa sensação de fluidez se mantém nos andares superiores onde as roupas ficam expostas sem barreiras e chamam o cliente ao contato, desmistificando o conceito de marca ultra-exclusiva. À noite a loja é fechada por um painel de alumínio que se eleva do solo.

O que me chama atenção nesse conceito da nova loja Prada em Los Angeles é como o projeto conseguiu unir alta tecnologia e funcionalidade a uma proposta simples e bela, que expressa no espaço o conceito da marca, mas ao mesmo tempo inovando no conteúdo e proporcionando que a estilista da Prada possa crescer em sua proposta de criar objetos e produtos ainda mais belos.

Visite o blog de Elenara Leitão

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O “Nude”

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Emily blunt, Drew Barrymore e Maggie Gyllenhaal em seus vestidos "nude"

E já que o assunto hoje é moda, vamos continuar com ela. Vocês têm acompanhado a tal cor “nude” que invadiu as passarelas da São Paulo Fashion Week e do Fashion Rio? Já falei dela aqui também em post anterior quando falei do enxoval do Big Brother Brasil, produzido pela mmartan (e lembrei que, na entrega dos Globos de Ouro em Hollywood, um monte de estrelas apareceram com vestidos nesta cor). Rosana Hermann – que perde o amigo mas não perde a piada – já definiu a cor como “tons de peito de peru, mortadela e lombinho”, e eu concordei com ela. Agora só fala a moda ir em frente mesmo e pegar as residências. E aí, meu receio: será que veremos paredes na tal cor de presunto? Uma re-edição das paredes “salmon” dos anos 80? Ai meu Deus…

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